O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, garantiu que a entidade monetária continuará a tomar medidas como a de hoje e «atuará de novo se necessário».

O BCE cortou, esta quinta-feira, a taxa de juro diretora para o novo mínimo histórico de 0,15%, numa decisão já antecipada pelos mercados, e colocou em valor negativo a taxa de depósitos.

BCE vai emprestar dinheiro à banca desde de que chegue à economia

Após a reunião mensal de política monetária, Draghi anunciou ainda que o BCE baixou as suas previsões para a inflação na zona euro até 2016, revendo igualmente as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

A instituição estima que os preços subam em média 0,7% este ano, 1,1% em 2015 e 1,4% em 2016.

O crescimento do PIB deverá, por sua vez, estabilizar nos 1% este ano na zona euro (contra a estimativa de 1,2% feita há três meses) e avançar 1,7% em 2015 (mais do que os 1,5% antecipados nas anteriores estimativas).

O BCE decidiu ainda colocar em valor negativo (-0,10%) a taxa de depósitos, que estava em zero, para penalizar os bancos que depositam dinheiro na instituição, numa medida inédita também com o objetivo de impulsionar o crédito.

Passou ainda para 0,40% (face aos anteriores 0,75%) a taxa de facilidade permanente de cedência de liquidez, através da qual o banco central empresta dinheiro aos bancos a um dia, com efeitos a 11 de junho.

O mercado já vinha a antecipar uma ação significativa do BCE face à baixa inflação da zona euro (que caiu para 0,5% em maio, longe dos cerca de 2% que o banco central deve manter a médio prazo) a que se soma o fraco crescimento da economia no primeiro trimestre (0,2% face ao período anterior) e as assimetrias das condições financeiras dentro da zona euro.