O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu reúne-se esta quinta-feira para discutir decisões de política monetária, antecipando os analistas contactados pela Lusa que a taxa de juro deve manter-se no atual mínimo histórico de 0,15%.

De acordo com o economista e presidente da Informação de Mercados Financeiros, Filipe Garcia, «seria normal a manutenção das taxas de juro, uma vez que em junho foram anunciadas novas medidas de estímulo e de apoio à economia».

Também a economista do BPI Teresa Gil Pereira tem a mesma expetativa, afirmando que «é esperada a manutenção das taxas de juros nos níveis em que estão».

«Prevemos a manutenção da taxa de juro de referência do BCE, sendo que os nossos modelos para a condução da política monetária continuam a apontar para o mínimo de ciclo nos atuais 0,15%», referiu, por seu turno, o economista do Montepio Rui Serra.

Em junho, o BCE cortou a taxa de juro diretora para o novo mínimo histórico de 0,15% e colocou em valor negativo a taxa de depósitos.

Na altura, a instituição liderada por Mario Draghi decidiu cortar em 10 pontos base a principal taxa de refinanciamento da zona euro, que estava desde novembro do ano passado nos 0,25%.

Além disso, manteve em valores negativos (-0,10%) a taxa de depósitos, que estava em zero, para penalizar os bancos que depositam dinheiro na instituição, numa medida inédita com o objetivo de impulsionar o crédito.

Manteve ainda nos 0,40% a taxa da facilidade permanente de cedência de liquidez, através da qual o banco central empresta dinheiro aos bancos a um dia.

Nessa data, a instituição liderada por Mario Draghi determinou a realização de duas injeções de liquidez de longo prazo (quatro anos), em setembro e dezembro deste ano, no valor de 400 mil milhões de euros.