O antigo banqueiro espanhol Mario Conde foi detido esta segunda-feira de manhã, em Madrid, acusado de um delito de branqueamento de capitais relacionado com dinheiros que teria retirado do seu antigo banco, o Banesto, nas décadas de 1980 e 1990.

Para além dele, também o diretor-geral da unidade espanhola do Caixa Banco de Investimento, da Caixa Geral de Depósitos, foi igualmente. Fernando Guash Vega-Penichet, diretor-geral da CaixaBI Espanha, é genro de Mario Conde, tendo os dois - em conjunto com outras cinco pessoas - sido detidos por alegados delitos contra a Administração Pública, branqueamento de capitais, insolvência punível e organização criminal.

Os outros detidos são o filho de Mario Conde, Mario Conde Arroyo, Francisco Javier de la Vega Jiménez, Francisco de Asis Cuesta Moreno e María Cristina Fernández Álvarez, numa operação levada a cabo pela Unidade de Delitos Económicos da Guardia Civil e que contou com buscas nas casas e em várias empresas do antigo banqueiro.

Segundo o El País, Conde está há praticamente dois anos a repatriar desde a Suíça e outros países dinheiro daquele banco. Os indícios apontam para que, em causa, esteja dinheiro roubado do banco, pouco a pouco, por via de sociedades por ele criadas: pelo menos três em Espanha e quase uma dezena fora do país. Empresas utilizadas por forma a camuflar o dinheiro.

Como terá conseguido trazer o dinheiro de volta para Espanha? O mesmo jornal dá conta de duas formas: dinheiro vindo de prestações de serviço que não aconteceram e, por outro, aumentos de capital falsos e empréstimos sem retorno feitos pelas suas empresas no estrangeiro àquelas que detém em Espanha.

Uma declaração enviada à Lusa por fonte oficial do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) refere que "o Banco Caixa BI é completamente alheio às razões pela qual terá sido hoje detido para interrogatório Fernando Guash Vega-Penichet, responsável pela Sucursal do Caixa Banco de Investimento em Espanha”.

Mario Conde está assim a ser investigado por alegados delitos contra a Administração Pública, branqueamento de capitais, insolvência punível e organização criminal.