A ministra das Finanças afirmou esta quinta-feira que Portugal tem «duas opções» relativamente ao ajustamento, que podem passar pelo fim das restrições ou por reconhecer que ainda há desafios a vencer.

«O ajustamento não está concluído e a credibilidade não pode nunca ser dada como adquirida. O país tem agora autonomia para escolher uma entre duas opções: cingir-se ao muito que já foi feito e admitir que as restrições terminaram com o programa [de ajustamento] ou reconhecer que há muito para fazer e enfrentar os desafios de frente. A escolha cabe aos portugueses», disse Maria Luís Albuquerque.


À ministra das Finanças coube o encerramento do 24.º Congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), logo após o debate sobre o Estado da Nação das Comunicações.

A primeira opção, que na sua perspetiva significaria ignorar a evolução da economia portuguesa nos últimos 20 anos, traduziria memória curta, já que não tomaria em consideração os ensinamentos resultantes dos acontecimentos de 2011, mas também «uma perda significativa de credibilidade».

«A repetição do comportamento na primeira década do euro poderia, na melhor das hipóteses, ser um paliativo no curtíssimo prazo. Mas resultaria numa crise de ainda maiores proporções no futuro», exemplificou.


Quanto à segunda, afirmou, «é uma opção com responsabilidade» e «enquadra-se na atuação preventiva», que assenta em dois pilares: consolidação dos resultados obtidos e manutenção do mesmo empenho reformista.