A subida dos juros da dívida pública, desencadeada pela crise política, não ameaça o objetivo do país, de regressar aos mercados no ano que vem, considera a ministra das Finanças.

Maria Luís Albuquerque, que falava na conferência de imprensa onde foram apresentadas as linhas gerais da proposta de anteprojeto da reforma do IRC, diz que o aumento das taxas de juro «não ameaça os nossos objetivos genéricos de regresso aos mercados».

Mas a governante admite que, ultrapassada essa crise política. «será preciso um esforço acrescido para tranquilizar os investidores».

Para reconquistar a confiança dos investidores, Portugal terá de «fazer as reformas necessárias e de prosseguir a consolidação orçamental e, por outro lado, melhorar as condições de crescimento».

Para a ministra, só depois do esforço de consolidação Portugal pode «centrar-se mais no crescimento», nesta «segunda fase do ciclo de ajustamento».

«Isto beneficiará a perceção de risco dos investidores», concluiu.