A ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque considerou esta quinta-feira «francamente muito positivo e animador» o valor de 4,5% de défice orçamental hoje anunciado pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) que, disse, «reforça a confiança» na meta para 2015.

«Os números que foram publicados hoje do défice de 2014 são melhores que aquilo que era a nossa previsão, ficamos para lá da meta que tínhamos estabelecido, tivemos um resultado melhor», afirmou Maria Luís Albuquerque.
Para a ministra «este resultado é francamente muito positivo e animador e reforça a nossa confiança na meta de défice para este ano de 2015».

«E é fundamental destacar que, em termos daquilo que é o nosso ponto de partida para 2015, não são os 4,5%, porque aí estão quase 0,9 pontos de operações que não têm consequência para a frente e que decorrem da nossa decisão de assumir dívida dos STCP e da Carris para poder continuar o processo de reestruturação das empresas», explicou.

O défice orçamental fixou-se nos 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, anunciou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), na primeira notificação do ano enviada a Bruxelas ao abrigo do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE).

Maria Luís Albuquerque, que falava à margem da inauguração da nova base da Easyjet no Porto, aproveitou para realçar a «confiança» do governo, sublinhando que «os portugueses compreenderam a necessidade dos sacrifícios que foram feitos «uma vez que «já estão a sentir as vantagens desta retoma».

«O que se sente hoje é um ambiente de clara recuperação da confiança», frisou a governante, acrescentando, que porém é necessário «ser prudente».

No entanto, destaca que os valores para 2014 «não incluem qualquer impacto no saldo global das Administrações Públicas decorrente da capitalização do Novo Banco por parte do Fundo de Resolução», argumentando que, como a venda ainda não ocorreu, «não existe informação suficiente para avaliação final da operação de capitalização».

Esta revisão em alta do valor do défice previsto para 2014 foi justificada com a inclusão nas contas do financiamento do Estado à STCP e à Carris e do perdão do empréstimo ('write-off') que a Parvalorem detinha sobre o BPN Crédito.