Apesar de admitir que o programa de ajustamento tem sido «duro e com consequências difíceis», a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, sublinha que objetivamente a situação melhorou mais rapidamente do que se estava à espera, frisou a responsável, que está esta manhã a responder a perguntas dos deputados na Comissão de Orçamento e Finanças.

A governante sublinhou que parte desse resultado tem a ver com a implementação de reformas estruturais importantes, apesar de não haver consenso relativamente ao tempo que irão demorar a produzir efeitos ou também para obter dados sobre o impacto global.

«Há dificuldades que persistem, o planeamento para o pós-troika é decisivo. Temos de ter particular cuidado em evitar a recaída», afirmou a responsável, que acrescentou que «o cenário alternativo de não conseguir fazer o que propomos é seguramente muito mais gravoso para os portugueses».

Maria Luís Albuquerque defende que é «perfeitamente possível» conjugar um regime democrático com finanças públicas sustentáveis, sublinhando que esse esforço deve ser unificador: «Todos os partidos o desejam, mesmo que a forma de lá chegar seja diferente. Haverá forma de encontrar consensos», antecipou.

A governante lembrou ainda que é necessário continuar a fazer um esforço no pós-troika, avaliando e, se necessário, ajustando-as se necessário e implementando outras. «Temos e

pela frente uma fase em que teremos de continuar um esforço em que as perspetivas de evolução são mais positivas. Os objetivos do Tratado Orçamental são para cumprir, e uma vez que é um esforço de médio a longo prazo, todo o consenso é obviamente positivo», asseverou.