O Governo continua a fazer um balanço positivo do programa de reformas estruturais, mas reitera que devem ser procurados «consensos» e «planos duradouros» para «atacar o problema».

Portas responde a Lagarde: «Só pode ser um lapso involuntário»

A ministra das Finanças sublinha que Portugal continua a enfrentar um enquadramento externo que «é menos favorável que desejaríamos», devido ao abrandamento do crescimento económico nos parceiros comerciais europeus.

«Continuamos a ter um enquadramento muito exigente, continuamos a ter muitos desafios, a estar numa situação de défice excessivo , temos uma dívida elevada e que exige continuidade de esforços, mas não com a mesma intensidade dos últimos três anos. Entramos numa fase diferente, com uma maior autonomia», lembrou Maria Luís Albuquerque na Comissão Eventual para Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal, que decorre esta manhã na Assembleia da República.

Paulo Portas, que foi o primeiro a usar da palavra, sublinhou que as visitas do FMI a Portugal são agora de natureza diferente das realizadas no âmbito do programa de assistência financeira.

Para o governante, Portugal tem «todo o interesse» em cooperar com as instituições internacionais, de modo a transmitir os progressos para o mercado e para ser parceiro de parte inteira.

«O facto desta comissão poder vir a encerrar os seus trabalhos é o melhor sinal daquilo que os portugueses conseguiram e que Portugal superou», concluiu o vice-primeiro ministro.