A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou esta quinta-feira no parlamento que o objetivo do Governo para a TAP «é uma privatização a 100%», esclarecendo que «numa fase intermédia» se mantém uma «presença mais ativa do acionista público».

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O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, a reabertura do processo de privatização da TAP, pela alienação das ações representativas de até 66% do capital social da TAP SGPS, tendo depois o ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmado num encontro com jornalistas, acreditar que este processo poderá estar concluído no final do primeiro trimestre de 2015 ou no início do segundo trimestre.

«Aquilo que hoje o Conselho de Ministros decidiu e aquilo que vai avançar é uma privatização que é feita em duas fases que têm como objetivo claro uma privatização a 100%» da TAP, afirmou a governante na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública que está hoje a debater a proposta orçamental para 2015.

De acordo com Maria Luís Albuquerque, «numa fase intermédia» do processo de privatização, «mantém uma presença mais ativa do acionista público para dar maiores garantias e maior prudência no cumprimento do plano estratégico» da empresa.

No entanto, reiterou, isto «é transitório e o objetivo é fazer a privatização a 100%».

«Não estamos de todo a tentar escamoteá-lo, é um objetivo que foi hoje claramente enunciado», acrescentou a ministra das Finanças, o último elemento do Governo a ser ouvido pelos deputados no âmbito do debate na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2015.

Na resposta aos parlamentares, Maria Luís Albuquerque defendeu que era difícil atrair investidores para colocarem na TAP o capital de que ela precisa e, simultaneamente, manter o controlo estatal sobre a empresa.

«Não sei muito bem que investidores é que os senhores deputados conhecem, mas os investidores que fazem investimentos, quando pagam, querem ter uma palavra a dizer. Pagar bem para pôr na empresa aquilo de que ela precisa e depois sujeitar-se a que o Estado mande...Tenho muito sérias dúvidas que essa estratégia tivesse qualquer vislumbre de sucesso», concluiu a governante.