Devido à «incompatibilidade de calendários» que impede o Governo de apresentar uma solução e receber a última tranche da troika até 30 de junho, data que resultou de um adiamento do programa que terminava a 17 deste mês, o Governo decidiu não solicitar uma nova extensão do programa de ajustamento e prescindir da útima tranche de ajuda financeira da troika.

«O Governo considera que a reabertura do programa se traduziria numa perda de credibilidade para o país e iria colocar em causa os progressos conseguimos. Decidimos, por isso, em conselho de ministros, não solicitar uma nova extensão do programa», revelou a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque na conferência de imprensa do conselho de ministros.

A responsável argumentou que «o financiamento nos mercados está plenamente restabelecido. Dispomos de reservas que permitem enfrentar sem sobressaltos uma maior volatilidade».

Quanto às medidas substitutivas do chumbo do Tribunal Constitucional, situação que tem adiado o pagamento da última tranche, a governante referiu que o Governo entendeu não decidir «antes de conhecer com certeza extensão do problema orçamental», ou seja, vai aguardar pela decisão do TC relativa às normas que ainda estão em análise.