A Grécia não tem dinheiro para pagar ao Fundo Monetário Europeu, de acordo com o ministro do Interior grego, Nikos Voutsis.

Em declarações à televisão grega, o governante disse que as quatro tranches cujo pagamento ao FMI está previsto para junho “não vão poder ser feitas porque o dinheiro não está lá”, cita a BBC.


A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou, na noite de sábado, que a saída da Grécia da zona euro é uma possibilidade, mas tem esperança de que seja possível resolver o processo “bem”.

“É possível a saída da Grécia, é um tema que continua muito em cima da mesa, mas essencialmente é uma escolha que depende dos gregos”, afirmou a ministra das Finanças durante uma sessão de perguntas e respostas no evento “Aveiro em Formação”, organizado pela Juventude Social-Democrata daquele distrito.


De acordo com Maria Luís Albuquerque, “todos os países da área do euro disseram à Grécia [que] há um conjunto de regras que são para todos”, regras essas que mantêm a zona euro “junta e coesa”.

“E esta mensagem foi muito clara, isto não significa que não haja ajustamento, que não haja abertura, que não haja flexibilidade”, referiu a ministra, ressalvando, no entanto, que “é preciso que do lado das autoridades gregas essas escolhas sejam feitas”. 


O homólogo francês de Maria Luís classificou como "catástrofe" a saída da Grécia do euro. Mas, o primeiro-ministro grego, Tsipras, recusa, no entanto um acordo em condições humilhantes para a Grécia.

Dessa forma, é legítimo se as autoridades gregas “decidirem fazer uma outra coisa”, disse Maria Luís Albuquerque, que realçou existir a expectativa de que “seja possível que este processo se conclua bem”.

A ministra mostrou-se preocupada com um cenário de saída do euro e reconheceu que “verdadeiramente nunca se pode dizer que se está preparado para uma coisa que nunca foi testada”.