O Presidente da República reagiu à nova queda das exportações, dizendo que quando os mercados importantes e tradicionais das exportações portuguesas estão em crise "não há milagres" que as façam aumentar.

"A situação internacional não está boa e quando não está boa nos países que são destino das exportações, não há como fazer aumentar as exportações. Se esses mercados estão em crise, e é o que todas as organizações internacionais dizem, vamos esperar que melhorem. São mercados importantes e tradicionais das nossas exportações, não há milagres aí"

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas após visitar uma exposição das Forças Armadas, na Ribeira das Naus, em Lisboa, parte das comemorações do Dia de Portugal, que foram oficialmente iniciadas com o hastear da bandeira nacional pelo Presidente, cerca das 10:15, no Cais das Colunas, em Lisboa.

Sanções: o conteúdo e a forma

O chefe de Estado também foi questionado a propósito da condenação parlamentar à ameaça de sanções a Portugal. PSD e CDS-PP não chegaram a acordo com a esquerda em torno de um texto comum, mas Marcelo preferiu valoriza hoje que todos os partidos políticos estejam contra sanções a Portugal.

"O consenso na substância, no conteúdo, está lá, na forma, não. Dizem o mesmo por palavras diferentes. É muito português"

O chefe de Estado recordou que "os portugueses costumam dizer que o bom é inimigo do ótimo": "Não tendo uma posição traduzida num texto único, mas se através de vários textos disseram o mesmo, é bom, embora não ótimo. Eu fico satisfeito, preferiria o ótimo, mas o bom já é bom".

"A mim, Presidente da República, e a nós, Portugal, o que interessava é que dissessem o mesmo. Se disserem o mesmo através de palavras diferentes, é bom. O que interessa é que lá fora se oiça que todos os partidos políticos pensam o mesmo, uns dizem de uma maneira, outros dizem de outra", argumentou.

Perante a insistência dos jornalistas, que o questionaram se a ausência de um texto comum não seria uma falha nos consensos por si pedidos, Marcelo Rebelo de Sousa disse que "é um passo". "Lá fora percebe-se que todos estão de acordo ao dizer-se não às sanções", declarou.