O Presidente da República sublinhou que o apelo ao consenso que fez aos partidos sobre a Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi sobre a recapitalização da entidade e não sobre uma eventual comissão parlamentar de inquérito.

O apelo ao consenso, feito na terça-feira, teve que ver "com o plano de reestruturação no futuro, não com a comissão parlamentar de inquérito", cuja intenção do PSD na sua constituição foi anunciada no dia seguinte no parlamento.

Uma comissão de inquérito é o tipo de competência da Assembleia da República em que não há interferência constitucional do Presidente da República", vincou o chefe de Estado, que falava aos jornalistas após presidir a uma iniciativa no Sport Algés e Dafundo, concelho de Oeiras.

No sábado, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou também que não se iria pronunciar sobre a comissão de inquérito à CGD proposta pelo PSD.

O Presidente da República afirmou, repetidamente, que não toma posição sobre matérias da competência da Assembleia da República, que, em caso algum, podem ser objeto de intervenção presidencial, como é o caso com comissões parlamentares de inquérito. Não tem por isso fundamento uma tomada de posição quanto a eventual comissão parlamentar de inquérito sobre a CGD", refere uma nota de Belém enviada à agência Lusa ao início da madrugada desse dia.

A nota seguiu-se à notícia do Expresso, segundo a qual o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, está a articular com o primeiro-ministro e com Marcelo Rebelo de Sousa uma alternativa ao inquérito à CGD proposto pelo PSD.