
O comentador da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa, diz que o novo presidente francês, François Hollande, «tem de ser duro com (a chanceler alemã, Angela) Merkel, não pode ceder um milímetro».
Hollande é encarado como um fator de mudança no equilibrio de forças europeu, já que, ao contrário do seu predecessor, Nicolas Sarkozy, não deverá alinhar na política alemã de austeridade para a Europa.
O professor elogiou o facto de Hollande ter mantido o seu primeiro discurso de vitória pouco inflamado. «Fazer um discurso sobre abolir toda a austeridade é tão errado como reduzir todo o discurso à austeridade», explicou no programa especial da TVI24, dedicado à análise dos atos eleitorais deste domingo na França e na Grécia.
«Agora é preciso definir algumas questões: o BCE vai ser um banco central a sério ou não? Vai emprestar aos Estados ou não? Vai ser o último garante ou não? O que se passa com o pacote de investimento para crescimento na Europa?», exemplificou.
Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou ainda que Angela Merkel começou já a mudar ligeiramente o discurso. Mas ela é especialista nisso: muda um bocadinho o discurso para não ter de mudar muito a substância. Mas Hollande vai querer mudar a substância», previu.
Passos Coelho já cumprimentou o vencedor, por carta, e manifestou vontade de trabalhar com François Hollande.
O PS está «muito satisfeito» com a vitória de Hollande e o Bloco de Esquerda fala na derrota da dupla Merkozy.
O presidente da Comissão Europeia disse já que partilha com o novo presidente francês a vontade de relançar a economia europeia.