O preço por hora da mão-de-obra em Portugal registou, no terceiro trimestre deste ano, a quinta maior descida anual entre os países da União Europeia, onde esse valor aumentou 1%, revela o Eurostat.

De acordo com os dados divulgados pelo gabinete de estatísticas comunitário, o valor observado no conjunto dos países da zona euro também aumentou 1%, o que compara com o crescimento de 1,1% verificado nos três meses anteriores, tal como ao nível da União Europeia.

Em Portugal, o custo por hora da mão-de-obra no conjunto da economia caiu 0,1% entre julho e setembro deste ano, colocando o país entre os cinco que apresentam quedas entre os 28, apenas à frente de Chipre (-7,6%), República Checa (-2,9%), Irlanda (-1,6%) e Eslovénia (-0,6%).

Por outro lado, as maiores subidas do terceiro trimestre verificaram-se na Estónia (8,1%), na Lituânia (6,2%) e na Letónia (5,9%).

Na zona euro, o preço por hora da mão-de-obra aumentou 1,6% na indústria e 1% nos serviços e nas atividades económicas não sujeitas às regras de mercado (associadas ao setor público), tendo recuado 0,2% na construção.

Já na União Europeia, observou-se um aumento de 1,4% na indústria, 1% nos serviços e 0,9% nas atividades não sujeitas às regras de mercado, repetindo-se uma queda de 0,2% na construção.

Em Portugal, nas atividades sujeitas a regras de mercado (associadas ao setor privado), verificou-se um recuo de 1,4%, ao invés das atividades não sujeitas a regras de mercado, que registaram um aumento de 1,7%.

O custo horário da mão-de-obra na construção em Portugal observou um aumento de 0,7%, no terceiro trimestre, baixando 0,4% nos serviços e 3,5% na indústria.

O índice de custo da mão-de-obra é um indicador conjuntural da evolução dos custos horários suportados pelos empregadores e é calculado dividindo o custo da mão-de-obra pelo número de horas trabalhadas.