O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, reagiu esta quarta-feira aos receios manifestados pela gestora de ativos BlackRock de continuar a investir em Portugal, afirmando que o país "tem a confiança dos investidores e vai mantê-la".

"Tem havido alguma agitação, em particular pela resolução que houve no caso do Novo Banco, que afetou investidores internacionais que estão nos meios de comunicação internacionais a fazer chegar o seu ponto de vista, mas não podemos confundir o que são protestos e o descontentamento natural desses investidores com a realidade", disse o ministro, à margem de uma visita esta manhã à Incubadora de Empresas da Universidade de Aveiro (IEUA).

Manuel Caldeira Cabral revelou ainda que "há vários investimentos na calha para acontecer em Portugal", adiantando que tem recebido "novos investidores interessados em começar projetos, quer na indústria quer no setor agrícola, para criar empregos e aumentar a capacidade de produção".

"O que mostra as emissões de divida pública e as manifestações de interesses em empresas portuguesas é que há muitos investidores interessados em Portugal", concluiu.

Questionado sobre as previsões do crescimento económico para o próximo ano, o ministro referiu que a economia portuguesa vai crescer mais do que em 2015, sem revelar valores.

"Será um nível de crescimento superior ao que foi em 2015. Não será ainda o nível de crescimento que nós ambicionamos", disse.

Durante a visita à IEUA, o ministro da Economia ficou a conhecer novas empresas em incubação e algumas ideias de negócio que estão a ser desenvolvidas neste espaço.

O governante ouviu ainda apelos dos empreendedores para haver uma redução ou isenção de impostos para 'startups', mas não assumiu qualquer compromisso.

"Vai haver muita luta para que se consiga avançar nessa área", disse o ministro, adiantando, contudo, que "tudo o que é matéria fiscal merece enorme reserva”.

Criada em 1996, a IEUA incentiva e apoia a criação, o desenvolvimento e o crescimento sustentado de novas empresas, através da disponibilização de espaços, equipamentos e serviços, e da dinamização de atividades e de redes de suporte ao ecossistema empreendedor.

Atualmente, a IEUA acolhe 21 empresas e três ideias de negócios que dão trabalho a cerca de 170 pessoas e que, em 2015, faturaram cerca de sete milhões de euros.