O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, defende a reforma da ideia da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), também conhecido como Banco de Fomento, considerando tratar-se de "um projeto que não foi conseguido".

Manuel Caldeira Cabral falava durante a audição parlamentar conjunta de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa e de Economia, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2016.

"Tenho de reconhecer que, de facto, "o Banco de Fomento foi um projeto que não foi conseguido", afirmou o governante.

"Não foi conseguido porque não se conseguiu, a nível das instituições europeias, o que se queria conseguir", disse o ministro.

"Penso que se tem de trabalhar em conseguir reformar, relançar a ideia de um Banco de Fomento de outra forma", defendeu, sublinhando que "o que lá está [no IFD] não é muito mais do que já havia" noutras instituições.

Caldeira Cabral assumiu uma "atitude construtiva", defendendo que se deve pegar no que existe e tentar que funcione melhor.

Relativamente à questão do Novo Banco, o governante manifestou-se preocupado com a situação e defendeu a necessidade de ser encontrada uma solução que envolva parceiros nacionais.

"Obviamente que nos preocupa" o futuro do Novo Banco, disse, considerando que a solução deveria envolver "parceiros nacionais", mas "também uma solução que promova maior concorrência" no mercado português e que evite maior concentração no setor.