Três ex-empregados do banco britânico Barclays foram acusados formalmente por alegadamente terem manipulado a taxa de juro interbancária Libor, informou esta segunda-feira a autoridade britânica contra a fraude.

Peter Charles Johnson, Jonathan James Mathew e Stylianos Contouglas são acusados de terem «conspirado para defraudar», entre 1 de junho de 2005 e 31 de agosto de 2007.

Os três deverão comparecer no Tribunal de Westminster, no centro de Londres, numa data que ainda está por determinar pelo suposto envolvimento na manipulação da taxa.

A Libor é uma taxa de juro de referência mundial que é fixada diariamente em Londres a partir das estimativas, de entre oito e 20 bancos, da taxa de juro à qual acreditam que os concorrentes lhes emprestariam dinheiro.

A autoridade britânica contra a fraude sublinhou hoje que continua a investigação sobre a alegada manipulação da Libor, iniciada em 2012.

O Barclays foi multado a 27 de junho de 2012 pelos reguladores britânico e norte-americano em 290 milhões de libras (360 milhões de euros) por falsear esta taxa de juro interbancária.

Segundo as autoridades, o banco britânico manipulou entre 2005 e 2009 as estimativas para tirar benefícios económicos ou para dar uma imagem de solvência económica durante a crise creditícia.

Além do Barclays, outros bancos britânicos e estrangeiros, como o JPMorgan Chase ou o Deutsche Bank, também foram investigados por manipular a Libor.

Na sequência do escândalo, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, pôs em marcha uma investigação parlamentar para examinar a conduta do setor bancário e outra mais técnica para rever o método de cálculo da Libor.