Os trabalhadores da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) do Entroncamento decidiram esta quinta-feira, em plenário, participar numa concentração marcada para 10 de maio em frente ao Ministério do Planeamento e Infraestruturas, em Lisboa.

No plenário, promovido pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário, que contou com a presença do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, os trabalhadores discutiram a reivindicação de um plano de desenvolvimento da EMEF que potencie a manutenção, reparação e conservação do material ferroviário circulante e que permita a produção do material necessário às necessidades das empresas do setor, disse à Lusa fonte sindical.

No documento que foi discutido no plenário é saudada a integração dos trabalhadores com vínculos precários de Guifões nos quadros da empresa, exigindo-se o alargamento da medida a todos os que continuam em situação precária a assegurar postos de trabalho permanentes (14 no caso do Entroncamento).

Por outro lado, defende um “plano de admissão de trabalhadores” com vista à redução da externalização de serviços e um “plano de renovação etária dos trabalhadores”, ao mesmo tempo que “exige do Governo a alteração da legislação” que impede a EMEF de funcionar em circunstâncias iguais às empresas concorrentes.

O documento discutido, que segundo a fonte não chegou a ser votado dado o adiantado da hora, reivindica a reposição de direitos, como as diuturnidades, evolução na carreira, pagamento de trabalho extraordinário, valorização dos salários e direito ao transporte extensivo às famílias dos trabalhadores.

Sobre os problemas sentidos na unidade da EMEF no Entroncamento, pede a aquisição “atempada” de material para reparação dos equipamentos e de ferramentas (como berbequins, alicates, chaves diversas, aparafusadoras), entre outros, bem como melhorias no aquecimento e ventilação, em telhados e pavimentos em mau estado, no ruído, fumos e iluminação.

O texto refere o facto de a EMEF ser “a única empresa em Portugal com capacidade para garantir não só o conforto dos passageiros do transporte ferroviário, mas acima de tudo garantir a sua segurança e do material circulante e a preços muito competitivos, ao contrário de algumas multinacionais, que mais não fazem do que sorver dinheiro ao erário público”.