O Sindicato dos Estivadores vai participar na manifestação em frente à Assembleia da República (AR) no dia da votação do programa de Governo e das moções de censura, e vai também convocar uma greve de 10 dias ainda este mês.

Em comunicado emitido esta quarta-feira, o Sindicado dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal afirma que vai definir "um calendário de luta", que se inicia na próxima terça-feira na manifestação junto ao parlamento, num momento em que trabalhadores, desempregados, movimentos sociais e sindicatos vão "fazer o enterro do pior Governo constitucional e celebrar a sua queda".

Na nota, o sindicato anuncia que, "em nome e em representação dos trabalhadores portuários" no Porto, em Lisboa em Setúbal e na Figueira da Foz, vai também realizar uma "greve à prestação de trabalho nestes portos".

A greve terá início às 08:00 do dia 14 de novembro e deverá prolongar-se até à mesma hora do dia 24, mas as incidências operacional e diária da greve variam de porto para porto.

O sindicado adianta que em causa está "o fim do contrato coletivo de trabalho, motivado pelas negociatas que estão a ser feitas no Porto de Lisboa, cuja venda foi em devido tempo denunciada".

A participação na manifestação da próxima semana e o anúncio de greve surgem depois de, em outubro, o Sindicato dos Estivadores ter denunciado a rutura da negociação do contrato coletivo de trabalho por parte dos patrões, altura em que prometeu anunciar ações de luta.

"Os patrões deixaram cair definitivamente a máscara, quando, a 15 de setembro de 2015, comunicaram oficialmente que o contrato coletivo de trabalho iria caducar ao fim de 60 dias", criticou o sindicato no mês passado.