A CGTP-IN realiza hoje em Lisboa, Porto e Leiria marchas contra a política de austeridade imposta pela troika e pelo Governo, e conta ter milhares de manifestantes em protesto nas ruas destas cidades.

«Temos boas expectativas quanto à participação nestes protestos, tendo em conta o grande descontentamento e indignação que têm sido manifestados pelos trabalhadores e pela população em geral», disse à Lusa Armando Farias, da comissão executiva da Intersindical.

A CGTP espera «uma grande participação» em qualquer uma das marchas contra a troika, a política de direita e o Governo do PSD/CDS.

Em Lisboa, a manifestação, que termina junto à residência oficial do primeiro-ministro, é antecedida de três pré concentrações: uma junto ao Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, outra junto ao Ministério da Educação e outra junto ao Ministério da Saúde.

O início das concentrações será marcado por intervenções de dirigentes sindicais de cada um dos setores e membros da Comissão Executiva da CGTP-IN.

Os desfiles vão juntar-se na zona de Picoas e no Marquês de Pombal, onde entrarão os reformados que participam no protesto.

Os manifestantes vão dirigir-se para S.Bento, onde Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN fará a intervenção de encerramento e onde será aprovada uma resolução reivindicativa.

De acordo com Armando Farias, o documento deverá assumir a necessidade de «prosseguir e intensificar a luta contra as políticas de austeridade e pela demissão do Governo».

«O país precisa de eleições para um novo governo porque cada dia que passa isto está cada vez pior», disse o sindicalista.

O dirigente da Inter explicou que desta vez a central sindical optou por realizar os protestos ao final da tarde para possibilitar a participação dos trabalhadores sem qualquer perda de remuneração.

A data do protesto foi marcada de forma a coincidir com a presença da troika em Portugal para mais uma avaliação do programa de assistência financeira.

Para sexta-feira está marcada uma marcha idêntica para Coimbra.