
O lucro da cadeia espanhola de lojas de vestuário Mango, presente em Portugal, caiu 38% no ano passado, para 63,3 milhões de euros, face aos 103 milhões de 2010.
O diretor-geral da empresa, Enric Casi, já tinha admitido, em setembro do ano passado, que os resultados líquidos de 2011 seriam inferiores aos lucros registados pelo grupo, anteriormente, devido à grande expansão realizada, nos últimos anos, em lojas corner, ou seja, espaços dentro de instalações de outros negócios, explica a Efe.
A faturação da Mango cresceu 11% no ano passado, para 1.408 milhões de euros.
No primeiro semestre deste ano, a Mango apostou na melhoria de várias áreas, como as coleções, preços, distribuição ou publicidade, no sentido de aumentar as suas vendas.
Enric Casi estima que, no final deste ano, a cadeia ultrapasse os 200 milhões de euros de resultados ilíquidos, apesar de já ter anunciado que não repercutirá nos seus preços a próxima subida de IVA no mercado espanhol, escreve a Lusa.
Em 2011, a Mango abriu 644 novos pontos de venda, praticamente todos fora de Espanaha (636), e entrou pela primeira vez em países como Bermudas, Mónaco, Guadalupe, Quirguistão, Sri Lança e Cambodja.
O grupo, presidido por Isaak Andic, conta com 11 mil empregados em todo o mundo e mais de 2.500 pontos de venda, em 108 países, e 84% da sua faturação resulta das vendas no estrangeiro.
Para este ano, o grupo prevê um investimento de 140 milhões de euros, destinados à abertura de novas lojas e à reestruturação de espaços comerciais, pontos de venda, sistemas logísticos e de informação.
A Mango prevê abrir 80 pontos de venda na China e mais 30 na Rússia, países que considera a sua grande aposta, atendendo ao potencial de crescimento.