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Aumenta número de pessoas que procura informação para emigrar

Crescimento do desemprego na Madeira preocupa

Por: Redacção / CPS    |   2012-05-01 12:16

O número de pessoas que procura informação para emigrar no Centro das Comunidades Madeirenses, no Funchal, tem aumentado, disse o seu diretor, que atribui a situação ao crescimento do desemprego na região.

«É notório que há um maior desemprego na Região Autónoma da Madeira e penso que as pessoas começam a procurar um quadro do que poderão fazer no futuro das suas vidas», afirmou Gonçalo Nuno Santos citado pela Lusa.

No primeiro trimestre do ano passado recorreram ao Centro 333 pessoas; no período homólogo de 2012 o número aumentou para 374.

Gonçalo Nuno Santos rejeita, contudo, que estes dados sejam um indicador de emigração, negando, igualmente, que esteja em curso uma nova vaga deste fenómeno.

A este propósito lembrou os últimos anos da década de 80 do século passado, quando centenas de candidatos à emigração procuravam a instituição, então denominada Centro do Emigrante.

«As pessoas faziam fila», declarou o responsável, que foi deputado na Assembleia da República, traçando o perfil de quem nos dias de hoje procura o Centro das Comunidades Madeirenses, tutelado pela Secretaria Regional da Cultura, Turismo e Transportes: «Jovens altamente qualificados, para os quais o mundo não tem fronteiras e vão para onde há contratos; e pessoas que avançaram na idade e com baixas qualificações».

Para os primeiros, que têm no passaporte uma habilitação académica, a vida apresenta-se mais fácil; para os segundos a procura de trabalho implica concorrer com mão-de-obra mais barata de outros países, considera o dirigente.

O responsável acrescentou que na lista dos mercados recetores de trabalhadores as opções já não recaem tanto sobre a Venezuela e África do Sul, porque nesses países os madeirenses já não têm familiares que os chamem, ou Ilhas do Canal, onde escasseiam ofertas de trabalho e o desemprego aumenta.

«Hoje os madeirenses vão onde há contrato de trabalho, um pouco por todo o mundo, mas a preponderância continua a ser os países de língua inglesa», afirmou.

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