O contabilista do Grupo Espírito Santo já está a ser ouvido na comissão de inquérito ao Banco Espírito Santo e ao GES. Chegou antes da hora e foi avistado por alguns jornalistas. Tal como o controller financeiro, José Castella, que prestou o seu contributo na quarta-feira, também Francisco Machado da Cruz está a ser ouvido à porta fechada, a seu pedido.

No entanto, ao contrário do último inquirido, o contabilista não pediu reserva de imagem, pelo que pôde ser fotografado pelos jornalistas. 

A audição arrancou mais ou menos à hora prevista, cerca das 16:00, 

Os requerimentos de Castella e de Machado da Cruz foram aceites pelos deputados, que sublinharam «o caráter excecional» do deferimento, uma vez que a regra parlamentar é que os inquiridos sejam ouvidos com as portas abertas e a presença da comunicação social.

«Ambos comunicaram que estão envolvidos em processos de natureza criminal tanto em Portugal como no Luxemburgo e m de natureza contraordenacional. Invocam o  facto de terem tido contacto com mandatos de busca em que se definia matérias de natureza criminal, em que estão matérias do segredo de justiça»


A explicação foi dada anteontem pelo presidente da comissão de inquérito, o social-democrata Fernando Negrão, que continuou:

«Solicitam que as reuniões sejam feitas à porta fechada, sendo que ambos me deram a garantia de que, sendo à porta fechada, falariam sobre as matérias em causa e responderiam às perguntas formuladas pelos senhores deputados. Não só os próprios continuam vinculados ao segredo de justiça, como o segredo de justiça se estende a todos os que estão presentes na sala».