O vice-primeiro ministro português, Paulo Portas, disse hoje em Macau que os vistos «gold» irão permitir um investimento em Portugal superior a 300 milhões de euros até ao final de 2013.

Falando na residência consular de Portugal em Macau, após ter chegado à atual Região Administrativa Especial da China onde lidera a delegação portuguesa à reunião ministerial do Fórum Macau, Paulo Portas disse que a avaliação «feita esta semana» do programa de vistos «gold» concluiu que já foram investidos em Portugal mais de 200 milhões de euros e que 80% desse investimento teve lugar no imobiliário.

Paulo Portas disse também que três quartos do investimento - que originou a emissão de 318 vistos - teve origem na China, «nomeadamente através de Macau», que permite que o programa «esteja a ser um sucesso».

O vice-primeiro-ministro considerou o programa de vistos «gold» [dourados] «bastante inovador em termos europeus e que liga autorizações de residência especialmente favoráveis com investimentos» no país.

No entender de Paulo Portas, o que mais se precisa é de «quem invista, crie riqueza e possa dinamizar o comércio, nomeadamente imobiliário que é importante para que a economia portuguesa confirme os seus sinais positivos».

Como exemplo da importância do programa de vistos «gold», Paulo Portas lembrou que em 2012 a AICEP contratualizou 1.300 milhões de euros de investimento em Portugal e que só este ano o visto dourado vai somar «mais 200 milhões de euros», acreditando que até ao final do ano somará «mais 300 milhões de euros».

«Isso significa, também, mais uma porta cruzada nas relações entre Portugal e a China que têm um lugar muito singular em Macau».

Paulo Portas considerou também «absolutamente espetacular» o desenvolvimento das relações luso-chinesas, salientando que, «fora da União Europeia, a China está entre os três principais clientes de Portugal».

«Os resultados da nossa parceria estratégica com a China são absolutamente espetaculares. Na última década, a China subiu 18 lugares na lista dos principais clientes de Portugal», disse Paulo Portas num encontro com a comunidade portuguesa de Macau.

Evocando a recente entrada de duas grandes empresas estatais chinesas no capital da EDP e da REN, Paulo Portas afirmou que o seu governo «tenciona continuar a abrir a economia portuguesa ao investimento nacional e estrangeiro» e que «o investimento vindo da República Popular da China é bem-vindo».