O comércio entre a China e os países de língua portuguesa estava a cair 4,96% no primeiro semestre deste ano para o equivalente a 45,3 mil milhões de euros, indicam dados da alfândega chinesa revelados pelo Fórum Macau e citados pela Lusa.

Os dados indicam que, entre janeiro e junho, as trocas comerciais totalizaram 60,5 mil milhões de dólares (45,3 mil milhões de euros), com a China a comprar produtos no valor de 40,5 mil milhões de dólares (30,3 mil milhões de euros) e a vender mercadorias com um valor de 20 mil milhões de dólares (15 mil milhões de euros).

As importações chinesas da lusofonia caíram, contra o mesmo período de 2012, 9,46%, enquanto as exportações para os países de língua oficial portuguesa registaram uma subida de 5,67%.

O Brasil, principal parceiro lusófono da China, efetuou trocas comerciais no valor global de 39,99 mil milhões de dólares(29,93 mil milhões de euros) - menos 2,65% face aos primeiros seis meses do ano passado -, com as exportações chinesas a subirem 5,56% para 16,39 mil milhões de dólares (12,27 mil milhões de euros) e as importações de Pequim a caírem 7,64% para 23,6 mil milhões de dólares (17,66 mil milhões de euros).

Já com Angola, com trocas comerciais globais de 17,92 mil milhões de dólares (13,41 mil milhões de euros), que traduzem uma quebra de 9,94%, Pequim vendeu a Luanda produtos no valor de 1,84 mil milhões de dólares (1,41 mil milhões de euros) e comprou produtos no valor de 16,08 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros), valores que traduzem um aumento de 9,71% nas vendas chinesas e uma quebra de 11,75% nas compras de Pequim.

Com Portugal, o terceiro parceiro lusófono da China, a quebra das trocas comerciais no primeiro semestre atingiu 7,39%, para um total de 1,85 mil milhões de dólares (1,38 mil milhões de euros).

Portugal vendeu à China produtos no valor de 661,8 milhões de dólares (495,7 milhões de euros), menos 14,97% face ao primeiro semestre de 2012, enquanto Pequim vendeu a Lisboa produtos no valor de 1,19 mil milhões de dólares (891,5 milhões de euros), com uma quebra homóloga de 2,59%.

Os dados da alfândega chinesa incluem as trocas comerciais entre a China e todos os países de língua oficial portuguesa, apesar de São Tomé e Príncipe ter relações com Taiwan em detrimento de Pequim.