A companhia aérea alemã Lufthansa vai reduzir as operações aéreas para a Venezuela, já em agosto, devido a dificuldades para repatriar capitais e lucros correspondentes às vendas de bilhetes de avião.

Segundo a Associação de Linhas Aéreas da Venezuela (ALAV) a redução de cinco para três os voos entre Caracas e Frankfurt e usará um avião Airbus A330-300.

«Eram cinco voos semanais, 1.105 lugares, a partir de 03 de agosto, vão ser três voos semanais, com 663 lugares disponíveis, uma redução de 40% das cadeiras», explica um comunicado da ALAV.

Desde 2003 que vigora na Venezuela um apertado sistema de controlo cambial que impede a livre obtenção de moeda estrangeira no país e obriga as companhias aéreas a terem autorização para poderem repatriar os capitais gerados pelas suas operações.

Segundo a Associação de Linhas Aéreas da Venezuela o Governo venezuelano «deve» atualmente 3,43 mil milhões de dólares (2,52 mil milhões de euros) às companhias aéreas internacionais, por conceito de repatriação dos capitais e lucros correspondentes às vendas de bilhetes de avião desde 2012, a qual tem sido dificultada pelas leis cambiais vigentes.

Nessa situação está a portuguesa TAP e outras 15 transportadoras internacionais.

As dificuldades para repatriar capitais levaram a Air Canada e a Alitalia a suspenderem recentemente os voos para Caracas, enquanto a American Airlines reduziu em 80% as suas operações.

A Delta Airlines, uma das maiores companhias aéreas norte-americanas, anunciou, a 07 de julho último, que vai reduzir 86% dos voos semanais que realiza entre Atlanta e Caracas, a partir de 01 de agosto.

A 11 de julho a companhia aérea norte-americana United Airlines anunciou que reduzirá, a partir de 17 de setembro, as operações aéreas para a Venezuela, passando a realizar apenas quatro voos semanais entre Miami e Caracas, e deixando de voar aos domingos, quartas-feiras e sextas-feiras.