A REN fechou 2014 com um lucro de 112,8 milhões de euros, menos 7% do que no ano anterior, resultante do impacto da contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE) definida pelo Orçamento de Estado, anunciou a empresa esta quinta-feira.

Sem o pagamento da CESE, no valor de 25,1 milhões de euros, a gestora das redes energéticas nacionais teria fechado 2014 com um lucro de 137,9 milhões de euros, mais 16,6 milhões de euros do que no ano anterior.

No mesmo período, o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) situou-se nos 505,2 milhões de euros, uma queda de 3,1% face ao mesmo período de 2013, influenciado essencialmente pela redução da remuneração dos terrenos hídricos, adiantou a empresa liderada por Rodrigo Costa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O investimento realizado pela REN recuou 13,1% face ao homólogo, para 163,3 milhões de euros, estando a empresa ainda a aguardar autorização do Governo para finalizar a aquisição das duas cavernas de gás da Galp Energia por um valor estimado de 71,7 milhões de euros, acordada em julho de 2014, que só entrará nas contas de 2015.

O acordo entre as duas empresas vai resultar na transmissão da concessão detida pela Galp, integrando as duas cavidades atualmente existentes no Carriço, concelho de Pombal, e os direitos de construção e outros direitos e obrigações associados a estes ativos.

A dívida líquida da REN subiu 1,4% para os 2.436 milhões de euros em 2014 face ao ano anterior, mas houve uma melhoria do custo médio da dívida, que baixou para 4,7% face aos 5,5% em 2013, no seguimento do processo de refinanciamento.

Em 2014, a REN obteve aprovação pelo Bank of China para um empréstimo de 200 milhões de euros a cinco anos, pelo Banco Europeu de Investimento para um novo financiamento a longo prazo, de 200 milhões de euros, e renegociou quatro programas de papel comercial, num total de 650 milhões de euros.

Liderada desde 01 de fevereiro por Rodrigo Costa, a REN atua em duas grandes áreas de negócio: o transporte de eletricidade em muito alta tensão e o transporte de gás natural em alta pressão e a gestão técnica global do Sistema de gás natural.