O lucro da NOS subiu 17,8% no ano passado, face a 2013, para 74,7 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira a operadora de telecomunicações que resultou da fusão entre a Optimus e a Zon.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a NOS adianta que as receitas totais no ano passado recuaram 3%, para 1.383 milhões de euros, «apesar da melhoria sequencial em todos os trimestres».

No quarto trimestre, as receitas de exploração etingiram 353,8 milhões de euros, mais seis milhões de euros do que nos três meses anteriores e 0,7% abaixo do trimestre homólogo.

«O último trimestre do ano representou o melhor trimestre de 2014 e uma significativa melhoria face ao início de 2014», adianta a empresa no comunicado.

As receitas de telecomunicações recuaram 2,7% no ano passado, para 1.321 milhões de euros.

O resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA) consolidado «registou uma evolução positiva sequencial em todos os trimestres, tendo registado uma quebra de 4,9% para 510,5 milhões de euros em 2014».

Se for considerado o contributo das operações de empresas associadas e 'joint ventures', o EBITDA recuou 3% para 524,4 milhões de euros.

Em relação ao investimento (Capex), este aumentou 38,9% no ano passado, face a 2013, para 374,4 milhões de euros, «com o Capex não recorrente a passar de 8,1 milhões, em 2013, para 98,6 milhões de euros em 2014».

De acordo com a NOS, o crescimento do número de serviços registou «um novo recorde, com adições líquidas de 165,3 mil no último trimestre, atingindo 7,6 milhões».

Em termos de serviços convergentes, estes registaram «mais um trimestre de forte crescimento, com a adição de 365,5 mil novos serviços, atingindo 1,853 milhões».

Os clientes convergentes representam 29,2% da base de clientes fixos (385 mil).

No caso da subscrição de serviços de televisão, o número «aumentou pela primeira vez desde o primeiro trimestre de 2012, com adições líquidas de 7,1 mil clientes, no último trimestre do ano».

No segmento móvel, a NOS adianta que os clientes cresceram 12,3%, para 3,643 milhões, com adições líquidas de 107,4 mil subscrições no último trimestre do ano passado, registando uma subida de 137,5 mil clientes no serviço de assinatura.

A receita média por cliente (ARPU) no acesso fixo residencial subiu 9,8% para 39,8 euros.