A EDP Renováveis apresentou esta manhã, antes da abertura do mercado, os resultados relativos aos três primeiros meses deste ano. O lucro ficou acima do esperado pelos analistas.

O comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, pela empresa que tem a EDP como casa-mãe, detalha que o resultado líquido aumentou 32% para 75 milhões de euros. Ora, os analistas previam, segundo a Reuters, que o lucro se ficasse pelos 71 milhões. 

A EDP Renováveis, que é a quarta maior eólica mundial em capacidade instalada, revelou ainda que aumentou a produção de energia limpa em 30% no período analisado, beneficiando "das adições de capacidade durante os últimos 12 meses e do factor de utilização mais elevado registado em todas as regiões", lê-se no mesmo comunicado.

"Na Europa, o decréscimo de 7% no preço médio de venda reflecte, principalmente, o menor preço de mercado em Espanha devido às condições climatéricas e a consolidação dos activos da ENEOP em Portugal".

As receitas da EDP Renováveis totalizaram 508 milhões de euros, mais 22% do que no primeiro trimestre de 2015, graças "principalmente" ao aumento da capacidade em operação (+ 73 milhões de euros) e ao "superior fator de utilizaçã"o (+39 milhões) que "mitigaram o efeito negativo do menor preço de vend", inferior em 21 milhões de euros a comparação anual.

O EBITDA - lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações - aumentou 29% para 379 milhões de euros, o que é explicado pela evolução das receitas, por um lado, e pela descida de 2% nos custos de produção, segundo a empresa.

O investimento operacional totalizou 89 milhões de euros, sendo que a maior parte (71%) foi canalizada para a América do Norte. Em valor absoluto, são 63 milhões de euros, mais 20 milhões na Europa e 6 milhões no Brasil.

O aumento do lucro do primeiro trimestre é, em percentagem, o mesmo do resultado relativo a 2015

A propósito das energias renováveis, a Agência Internacional de Energia instou Portugal a reduzir os apoios, para que o país consiga cumprir a meta de eliminar o défice tarifário crescente, até 2020.