Os exportadores britânicos arriscam-se a pagar 7,2 mil milhões de euros suplementares por ano em direitos aduaneiros se Londres deixar a União Europeia, advertiu o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio esta terça-feira.

Num discurso a que a AFP teve previamente acesso, Roberto Azevedo sublinhou que em caso de saída do Reino Unido da União Europeia (UE), Londres deverá negociar novos acordos comerciais com a UE e com os 58 países ligados ao bloco continental por um acordo de comércio livre.

Isso provavelmente levará a negociações e entretanto o comércio continuará, mas talvez em piores condições e é muito provável que seja mais caro para o Reino Unido negociar com os mesmos mercados", afirmou Azevedo, em Londres, a 16 dias do referendo sobre o futuro do país na UE.

Sim ganha força entre os britânicos

Os europeus são cada vez mais favoráveis à permanência do Reino Unido na União Europeia, segundo uma sondagem do instituto TNS realizada em nove países europeus e publicada esta segunda-feira, a duas semanas do referendo sobre um eventual ‘Brexit’.

Os europeus mostram-se claramente favoráveis a que os britânicos permaneçam no seio do ‘clube’ dos 28”, refere o jornal francês Le Figaro, que publica a sondagem.

Este sentimento aumentou sensivelmente na Alemanha (mais um ponto percentual), França (mais seis) e na Polónia (mais dez), em relação a uma sondagem anterior realizada pelo mesmo instituto, em abril, segundo o jornal.

Já na opinião pública britânica, o campo do Brexit ganhou vantagem.

Um total de 43% dos britânicos (34% em abril) prefere ver o Reino Unido sair da UE, contra 41% (38% em abril) deseja que o país continue a ser membro.

A sondagem foi realizada pelo instituo TNS, filial do grupo Kantar, simultaneamente em França, Alemanha, Polónia, Holanda, Dinamarca, Finlândia, República Checa, Luxemburgo e Reino Unido na segunda quinzena de maio, a uma amostra de cerca de mil pessoas com idade igual ou superior a 18 anos.