A Moody's considera que o risco de contágio da situação da Grécia aos parceiros europeus é muito menor do que durante a crise na zona euro em 2012, quando parecia inevitável a rutura da moeda única.

Num relatório publicado hoje, a agência de notação financeira Moody’s admite que nos últimos meses a fragmentação financeira da zona euro aumentou ligeiramente, devido às diferenças entre o rendimento das obrigações dos países membros, sobretudo com o aumento significativo dos juros da dívida grega.

A agência aponta também a necessidade de ter em conta a saída de fundos de depósitos dos bancos gregos e não esquecer que existe uma possibilidade de a Grécia sair do euro, embora estime que o risco de contágio – independentemente do resultado das negociações entre a Grécia e os seus parceiros –, não vai aumentar de forma significativa nos próximos meses.

A Moody's recorda que em Espanha e Portugal os depósitos continuaram estáveis durante o ano passado, e cresceram de forma significativa na Irlanda.

O Eurogrupo aceitou a extensão do programa de ajuda financeira à Grécia. A decisão oficial foi anunciada depois de uma reunião entre os ministros das Finanças da zona euro, em teleconferência. 

Em comunicado, o Eurogrupo sublinha que esta terça-feira foi discutida a primeira lista de reformas apresentada pelas autoridades gregas, «baseada no atual acordo», e que irá ser detalhada e acertada com as instituições, no máximo, até ao final de abril. 

Leia aqui a carta que o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, entregou ao Eurogrupo.