A Google "não negociou contrapartidas" para a instalação de um centro de serviços em Oeiras. A garantia é do ministro da Economia, adiantando que a "questão-chave" foi o talento, a formação e os bons engenheiros no país. Há a promessa de serem criados 500 empregos qualificados.

Os jornalistas questionaram, esta sexta-feira, Manuel Caldeira Cabral sobre que contrapartidas foram dadas à Google para vir para Portugal e o ministro respondeu:

A Google não negociou contrapartidas e não foi essa a questão chave, a questão chave foi trabalhar com esta empresa para lhe demonstrar que o melhor sítio onde esta empresa podia expandir as suas atividades era Portugal".

O governante destacou que "Portugal tem talento, Portugal tem bons engenheiros, tem bons programadores, tem muita qualidade da formação ao nível de ‘software’ e, nesse sentido, tem muitas possibilidades de dar à Google aquilo que hoje é escasso em todo o mundo".

Manuel Caldeira Cabral, à margem da assinatura de um protocolo de 250 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento (BEI) com a Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), que decorreu no Ministério da Economia, em Lisboa.

Fonte do gabinete do primeiro-ministro disse à TVI24 que "havia vários países a disputar este investimento da Google" e que a tecnológica norte-americana preferiu Portugal. 

Quando fez o anúncio da Google, António Costa levantou o véu de que há "muitos investimentos em perspetiva", mas não detalhou A pulga ficou atrás da orelha e o CEO da Web Summit, Paddy Cosgrave, veio adensar a curiosidade, ao ter dito, depois, que há "rumores" de que não seria a única a investir em Portugal. Esta sexta-feira passou a circular um nome na praça tecnológica: a Amazon. Com outro destino: o Porto.