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Libor substituída após escândalo com Barclays

Regulador considera que índice não «está apto» para fixar taxas interbancárias

Por: Redacção    |   2012-08-10 13:35

O novo regulador do setor financeiro britânico anunciou esta sexta-feira a substituição da Libor por outro índice por considerar que este "não está apto" para fixar as taxas interbancárias.

Esta é a principal conclusão do inquérito preliminar elaborado pela Autoridade sobre Conduta Financeira (FAC em inglês) sobre o escândalo da manipulação da Libor pelo banco Barclays e outras instituições no Reino Unido.

O presidente da FAC, Martin Wheatley, apresentou uma série de propostas dirigidas a alterar a forma como se constrói a taxa referencial Libor e, ao mesmo tempo, defendeu mais poderes para os organismos reguladores do setor financeiro por forma a endurecer as sanções aos infratores.

O escândalo da Libor surgiu no início de julho quando o Barclays foi multado pelos reguladores do Reino Unido dos Estados Unidos em 290 milhões de libras (360 milhões de euros) acusado de manipular a taxa Libor, o índice equivalente europeu à Euribor, entre 2005 e 2009.

A investigação da FAC ocorre em paralelo a uma outra liderada pela Agência Contra a Fraude britânica (SFO em inglês), com sanções penais.

Segundo Martin Wheatley, a taxa Libor «é fundamental para o bom funcionamento dos mercados e para a confiança do sistema financeiro», pelo que a sua manutenção «na sua forma atual é inviável, tendo em conta as suas debilidades e a perda de credibilidade», cita a Lusa.

O inquérito sugere que a Libor poderia calcular-se a partir dos «dados reais do mercado», em vez de «fornecimento de dados subjetivos dos bancos».

Uma outra possibilidade aponta para que um organismo regulador independente supervisione o processo de fixação da Libor através de um estrito código de conduta.

O documento refere também que os responsáveis dos bancos encarregados de determinar a taxa às entidades financeiras que emprestam dinheiro em um dado momento passem por um processo de seleção elaborado por um regulador independente, dando também poderes adicionais para processar os infratores.

O inquérito preliminar da FAC foi hoje enviado aos bancos e outras partes interessadas para que estudem o seu conteúdo e contribuam para o debate sobre a reforma da Libor.

Martin Wheatley prevê apresentar em finais de setembro as conclusões finais da sua investigação para que o Governo britânico possa incluir as suas sugestões na nova lei de serviços financeiros, atualmente em debate na Câmara dos Lordes.

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