Ricardo Salgado vai ser libertado mediante o pagamento de uma caução no valor de três milhões de euros. A alteração da medida de coação foi anunciada esta quarta-feira, em comunicado da Procuradoria-Geral da República.

"O Tribunal Central de Instrução Criminal determinou que a obrigação de permanência na habitação fosse substituída pela prestação de uma caução de três milhões de euros"


Segundo a nota da PGR, Salgado continua proibido de manter contacto com os restantes arguidos do processo "Universo Espírito Santo" e não poderá viajar para o estrangeiro.

O ex-banqueiro está em prisão domiciliária desde 25 de julho. Na altura, o juíz Carlos Alexandre considerava que haveria "perigo de fuga e de perigo de perturbação do inquérito e da aquisição e conservação da prova".

Em julho eram conhecidos mais cinco arguidos no caso: Isabel Almeida, António Soares José Castella, o antigo controller financeiro do Grupo Espírito Santo, Cláudia Boal de Faria, que era responsável pelo departamento de gestão de poupança do BES, e ainda Pedro Luís Costa. Morais Pires foi constituido arguido em setembro.

Recorde-se que esta não é a primeira caução milionária que Ricardo Salgado teve de pagar. No âmbito do processo Monte Branco, e depois de ter sido inquirido  no Tribunal Central de Instrução Criminal, o ex-banqueiro pagou, por transferência bancária, uma caução de três milhões de euros.