O secretário do Tesouro norte-americano, Jack Lew, defendeu esta terça-feira que a zona euro deve aplicar estímulos para favorecer o crescimento económico, como ocorre nos Estados Unidos.

«Continuamos a dizer, como temos feito, que se deve estimular a procura a curto prazo», disse Lew, questionado sobre se vê riscos de deflação na zona euro, depois de ter sido anunciado que a taxa de inflação anual na zona euro abrandou para 0,8% em dezembro, depois de em novembro ter ficado em 0,9%.

O responsável norte-americano falava numa conferência de imprensa conjunta com o ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, em Paris, no início de uma visita a vários países europeus, incluindo Portugal.

«Acreditamos que tem de haver mais crescimento na Ásia e na Europa», acrescentou Lew, que foi recebido pelo presidente François Hollande.

Por sua vez, Moscovici assinalou que tem um ponto de vista «muito convergente» com o do seu homólogo norte-americano sobre a necessidade de «um crescimento sólido» na Europa, com um equilíbrio entre o ajustamento das contas públicas e os estímulos ao crescimento.

No entender do ministro francês, isso passa por um calendário «flexível» para os programas de redução do défice.

Moscovici aproveitou também para criticar um artigo recente da Newsweek sobre o «declínio de França», considerando que é um texto com «muitos erros».

Os dois responsáveis congratularam-se com os acordos alcançados quanto à união bancária.