O presidente do Governo da Madeira está a preparar uma proposta para enviar esta semana ao chefe de Estado e ao primeiro-ministro sobre a situação dos lesados do Banif, segundo anunciou o representante da Associação de Lesados do Banif (ALBOA), Jacinto Silva, depois de uma reunião que manteve, no Funchal, com Miguel Albuquerque.

Jacinto Silva adiantou que o encontro aconteceu “por solicitação” do presidente do Governo da Madeira e que serviu para “tentar desenhar uma proposta que irá apresentar junto das entidades competentes nacionais, no sentido de vir a ter, brevemente, algum desenvolvimento da situação”.

Tanto quanto ficou combinado, o presidente do Governo Regional da Madeira esta semana irá enviar para o Governo e outras entidades uma carta com uma hipótese de uma solução que venha a satisfazer e a resolver em parte os problemas dos associados”.

Recentemente, quanto confrontado com um protesto de lesados, Miguel Albuquerque prometeu tentar ajudá-los

Quanto à proposta em curso, Jacinto Silva escusou-se a avançar pormenores antes de ser oficialmente apresentada. “Passa sempre por um processo negocial” e uma solução para o problema “depende da negociação e da vontade das partes”, realçou.

Seja como for, aplaudiu a iniciativa de Miguel Albuquerque: “É um passo importante”, sendo necessária “a ajuda” de todas as entidades.

Um terço dos lesados está na Madeira, o que tem um impacto muito forte na situação económica e social da região. Até agora, do Santander, o que houve foi uma proposta de umas obrigações que de forma alguma satisfaz minimamente os nossos interesses [lesados do Banif]”.

“Não tem viabilidade”, disse, acrescentando que, “obviamente, com pressões das entidades políticas, o Santander poderá reconsiderar”.

Também apontou que “começam a surgir conclusões, nomeadamente, através da comissão parlamentar de inquérito que responsabiliza o Estado português pela resolução do Banif”, indicando que se “começa a perceber como foi feita e, provavelmente, de uma forma algo incorreta”. “Brevemente virão a público mais desenvolvimentos”, anunciou, citado pela Lusa.