O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje que compete aos reguladores tomar decisões sobre as pessoas que se dizem lesadas pelo Banco Espírito Santo (BES) e afirmou esperar que atuem com diligência para clarificar a sua situação.

Em resposta aos jornalistas, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, Passos Coelho considerou que esta «é uma matéria sensível, que compete ser dirimida pelos reguladores, não é pelo Governo», defendendo em seguida que «é preciso distinguir aquilo que pode ter representado consequência de fraude ou de logro» daquilo que, «sendo legal, comporta riscos que as pessoas aceitaram correr na altura».

O primeiro-ministro, que falava à margem de uma conferência sobre investimento em Portugal, acrescentou que «é preciso que os próprios reguladores possam, como lhes compete, fazer essa destrinça», concluindo:

«Nós sabemos que a situação é complicada para muitos pequenos investidores. E, nessa medida, a diligência com que as entidades reguladoras possam atuar de forma a clarificar a situação é benéfica para toda a gente».

Esta quinta-feira, os clientes lesados com o papel comercial voltaram a sair à rua em protesto. Alguns dos manifestantes dos lesados do papel comercial do Grupo Espírito Santo (GES) conseguiram quebrar a força policial e entraram na sede do Novo Banco na Avenida da Liberdade, em Lisboa, pelas 13:45. 

Apesar de os manifestantes estarem junto do Novo Banco, o alvo das críticas e protestos tem sido o governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa.