Os Lesados de Papel Comercial do Grupo Espírito Santo (GES) vão pedir ao Governo esta semana a isenção de taxas e de custas processuais depois de o primeiro-ministro se ter disponibilizado para organizar uma subscrição pública para os ajudar.

"Já há alguns dias que a defesa está a preparar o envio de uma comunicação ao Governo em que solicita a isenção de taxas de justiça e custas processuais - de forma extraordinária - para os lesados de Papel Comercial do Banco Espírito Santo", segundo um comunicado do movimento dos lesados onde se adianta que o pedido será enviado esta semana.


Segundo o mesmo comunicado, "essa isenção permitiria igualdade de armas, uma vez que os responsáveis pelos créditos dos lesados são muitos, solidariamente responsáveis, e de poder económico que lhes garante litigar sem dificuldades".

O pedido dos lesados surge depois das declarações do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, durante o fim-de-semana, quando garantiu que estava disponível para organizar uma subscrição pública para os auxiliar.

"Se não tem dinheiro para ir lá [tribunal] eu organizarei uma subscrição pública para os ajudar a recorrer ao tribunal", disse Passos Coelho depois de confrontado por um cidadão que se diz lesado pelo investimento feito em papel comercial do grupo, que faliu há pouco mais de um ano.