O Movimento de Emigrantes Lesados do papel comercial do Grupo Espírito Santo critica aquilo que considera ser a “propaganda do Novo Banco” e a “desinformação.

É a reação do movimento à notícia de que mais de metade dos emigrantes lesados já aceitou a proposta do Novo Banco.

“Pouco importa que tenham assinado exatamente metade dos emigrantes lesados. Para desbloquear os produtos é preciso que 50% do capital total seja desbloqueado, e não 50% dos lesados. E isto vale para cada um dos veículos, não pelo todo dos 720 milhões”, escreve o movimento na sua página de Facebook.

Além das críticas a Novo Banco, os lesados criticam a comunicação social, que “pelos vistos prefere reencaminhar os comunicados de imprensa enviados pelo NB/BdP do que ter um verdadeiro trabalho de investigação”.

O movimento sublinha que a “notícia” vem a público na véspera da manifestação agendada para o Ministério das Finanças, a “cinco dias do fim do ultimato”.

“É o vale tudo, a última cartada do NB para assustar e recolher mais umas assinaturas”, conclui o comunicado.

O Novo Banco começou a apresentar aos emigrantes em julho uma solução comercial, para reaver o dinheiro, investindo nos produtos Poupança Plus, Top Renda e EuroAforro e aguarda agora a aprovação da maioria dos sete mil clientes para avançar. 

A proposta garante um reembolso de 60% do valor investido, caso o investimento seja convertido num depósito a prazo a dois anos e até 90% se a troca for feita e os empréstimos mantidos por seis anos. 

A solução comercial teve de ser autorizada pelo Banco de Portugal e prevê a assinatura prévia dos clientes para que o Novo Banco e o Credit Suisse possam anular os veículos financeiros. Só depois será possível avançar com a proposta comercial.