A Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial (AIEPC) demarcou-se esta terça-feira das ações desenvolvidas por indivíduos que, na quinta-feira passada, protestaram junto do Novo Banco em que os trabalhadores da instituição foram ameaçados e agredidos.

Em comunicado assinado pelo presidente da associação, Ricardo Ângelo, a AIEPC diz que "repudia todo e qualquer acto de violência e tudo tem feito para que os legítimos atos de protesto pelo não cumprimento das obrigações anteriormente assumidas pelo Novo Banco e pelo Banco de Portugal, corram da máxima ordem e estrita legalidade".

Na quinta-feira, um grupo de lesados do papel comercial do Grupo Espírito Santo (GES) vendido aos balcões do Banco Espírito Santo (ex BES, agora Novo Banco) manifestaram-se junto ao Novo Banco, chegando mesmo a atingir os trabalhadores com ameaças e agressões.

Esta terça-feira cerca de meia centena de lesados do papel comercial estão numa vigília de protesto noa Avenida dos Aliados, no Porto, que vai durar 30 dias. 

A associação que os representa vai marcar uma assembleia geral para votar propostas para tentar desbloquear a situação e tentar que sejam devolvidas as poupanças de quem comprou papel comercial do Grupo Espírito Santo aos balcões do BES.