Portugal conseguiu arrecadar o empréstimo pretendido ao vender dívida de longo prazo no mercado, esta quarta-feira: 1.250 milhões de euros em Obrigações do Tesouro. Porém, houve um sobe e desce nos juros: enquanto as taxas a cinco anos desceram para um novo mínimo, subiram a 10 anos, considerado o prazo de referência.

No prazo mais longo, foram colocados 760 milhões de euros em Obrigações do Tesouro à taxa de juro de 2,046%, superior à taxa do anterior leilão comparável, de 1,939%, em 8 de novembro.

A procura atingiu 1.578 milhões de euros para as OT a dez anos, 2,08 vezes superior ao montante colocado.

No prazo mais curto, a cinco anos, Portugal colocou 490 milhões de euros à taxa de juro média de 0,577%, inferior à verificada no anterior leilão comparável de 11 de outubro (0,916%).

Neste prazo, a procura atingiu hoje 1.781 milhões de euros, 3,63 vezes o montante colocado.

Estes dois leilões foram realizados pouco depois de se saber que o Portugal cresceu 2,7% em 2017, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística. Foi uma expansão do PIB maior do que o esperado tanto pelo Governo, como por outras entidades.