Portugal volta ao mercado, esta quarta-feira, com uma emissão de dívida de longo prazo, procurando um financiamento até 1.000 milhões de euros.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública indicou já na semana passada que as Obrigações do Tesouro em causa têm maturidade a 21 de julho de 2026 e que o montante indicativo está entre 750 milhões a 1.000 milhões de euros.

O leilão surge numa semana em que os juros da dívida foram pressionados pela Grécia, que ultima as condições do terceiro resgate com os credores, sujeita a mais e nova austeridade.

A última emissão do género aconteceu em março deste ano, altura em que o Tesouro colocou 621 milhões de euros a uma taxa de juro média de 3,1380%, superior à de 2,42% verificada no anterior leilão, de 25 de novembro do ano passado. A procura atingiu os 993 milhões de euros, tendo sido 1,60 vezes superior ao montante colocado.

Ao longo de 2016, a instituição liderada por Cristina Casalinho espera emitir, em termos brutos, 18.000 a 20.000 milhões de euros em dívida de médio e longo prazo. De que forma? "Combinando sindicatos e leilões" e assegurando "no mínimo" um leilão de Obrigações do Tesouro por trimestre.