O IGCP foi hoje ao mercado e realizou dois leilões de Obrigações do Tesouro (OT) com um montante de colocação total de 1.155 milhões de euros. O montante indicativo global era entre 1.000 milhões e 1.250 milhões.

Na maturidade a 6 anos, que vence em 2022, foram colocados 571 milhões, e não 831 milhões como inicialmente noticiamos. Já a 10 anos a colocação foi de 584 milhões de euros. 

Nas obrigações a 10 anos, com vencimento em 2026, o rácio de procura versus oferta foi de 1,49 vezes face às 1,59 do anterior comparável.

A taxa de juro paga caiu para 3,093% em relação à anterior nos 3,25%.

No que toca ao leilão a 6 anos, a taxa foi superior. Fixando-se nos 2,355% contra 1,84% no leilão comparável antecedente. A procura superou a oferta em 1,46 vezes contra as 1,98 vezes anteriores.

Esta é a primeira emissão obrigacionista do trimestre e ocorre um dia depois do Conselho do Ecofin ter aprovado o processo de sanções a Portugal e Espanha, recomendado pela Comissão Europeia.

Depois do leilão, os juros da dívida portuguesa registaram alguns sinais de recuperação em ambas as maturidades no mercado secundário. Mas apenas ligeiramente acima do mínimo da sessão, nos 3,081%, no caso dos juros a 10 anos, e de 2,636% na maturidade a 6 anos.

O mínimo em julho – nas duas maturidades - registou-se dia 4, com as yields a descerem para 2,986% a 10 anos e 2,228% a 6 anos.

O IGCP já tinha anunciado que Portugal iria voltar a emitir dívida de longo prazo em leilões e operações sindicadas no terceiro trimestre.