A Parvalorem, sociedade que detém as obras Miró, indicou que os 84 quadros e uma escultura terão de ser entregues à leiloeira Christies até ao final de Abril, o que inviabiliza que as obras sejam expostas durante um mês antes do leilão.

A Christies quer as obras em Londres antes do fim do mês, mas a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) ainda não deu resposta a pedido de autorização de saída do país da colecção, revela o Diário Económico.

O galerista e artista Carlos Cabral Nunes, mentor da petição pública que apela ao Governo para que mantenha em Portugal a colecção de obras de Miró e dinamizador da iniciativa da exposição estranha que a Parvalorem, sociedade que detém os quadros Miró, tenha demorado 10 dias para dar esta resposta e que «se continue com expedientes, alguns envoltos numa grande neblina e não se consiga descortinar os contornos de toda esta operação [venda de Miró em leilão]».

A 28 de Março, o presidente da Parvalorem, Francisco Nogueira Leite, assegurou aos peticionários que a Parvalorem «manifestou disponibilidade para consultar a leiloeira, para saber se os prazos e as condições legais são compatíveis ou não para a realização de uma exposição antes do leilão».

Os advogados portugueses da Christies responderam hoje que as obras devem ser levantadas até ao final de abril, mas sem nunca adiantarem nem a data do leilão de Junho nem a razão para as obras terem de regressar a Londres até ao final deste mês, cerca de dois meses antes do leilão.