Uma bilha de farmácia e um prato «Companhia das Índias», ambos em porcelana, foram os dois lotes de licitação mais elevada, respetivamente de 90 mil e 28 mil euros, no leilão realizado quarta e quinta-feira em Lisboa.

Decorada com pássaros e figuras em canoas, a bilha de farmácia em porcelana da China, foi à praça com uma base de licitação entre os 90 mil e os 120 mil euros.

Sem bico nem pega, acrescentados posteriormente em prata, segundo a leiloeira, «esta bilha é um dos primeiros exemplares deste tipo, produzidos para o mercado europeu» e tem a inscrição «Syrupus de Rhodium» (Xarope de pau-santo). A data desta bilha situa-se entre 1650 e 1660, o que a coloca no denominado período Shunzhi.

A lusa apurou ainda que o prato, em porcelana da Companhia das Índias, com decoração a sépia, representando uma cena mitológica grega, Aquiles, a ser mergulhado no rio Styx pela sua mãe, Thetis, com um diâmetro de 23 centímetros, pertence ao período Qianlong e tinha uma base de licitação entre os oito mil e os 15 mil euros.

Não foram rematados outros lotes em que a leiloeira Veritas apostava, nomeadamente uma «raríssima pistola do mestre Le Hollandois», que pertenceu ao Rei D. João V, e que foi a leilão com uma base de licitação entre os 50 mil e os 80 mil euros.

A pistola, manufaturada no Louvre, em França, no ano de 1727, foi uma oferta do Rei Luís XV de França ao soberano português.

Um atlante, uma «invulgar escultura barroca representando uma figura antropomórfica com cauda de peixe, envolta em panejamentos», em madeira policromada de fabrico português, do século XVIII, e um par de urnas em estilo Luís XVI, de 80 centímetros de altura, em mármore e bronze dourado, decoradas com «putis» e grinaldas, uma produção francesa do século XIX, eram outros destaques da leiloeira, que também não foram rematados.

A expectativa de licitação do atlante ia dos 18 mil aos 22 mil euros, e do par de urnas francesas, dos 12 mil aos 16 mil euros.