O Governo dos EUA encaixou um lucro de 21 mil milhões de euros com o resgate aos bancos do país, na sequência da falência do Lehman Brothers, há cinco anos, no auge da crise financeira, revelou esta segunda-feira a Casa Branca.

No relatório «A crise financeira, cinco anos depois», divulgado pela administração do presidente Barack Obama, é possível constatar que, apesar das reticências iniciais do Governo norte-americano em ajudar os bancos em dificuldades, o mesmo conseguiu recuperar até ao momento 273 mil milhões de dólares (cerca de 204 mil milhões de euros) do seu investimento no setor bancário, o que implica mais valias de 28 mil milhões de dólares (21 mil milhões de euros) face aos 245 mil milhões de dólares (183 mil milhões de euros) que injetou nas ajudas ao setor bancário.

A Casa Branca realçou que a confiança na banca da maior economia do mundo está recuperada e que Obama promoveu uma série de alterações legislativas que visam impedir que futuros resgates à banca sejam suportados pelos contribuintes, reforçando ao mesmo tempo a proteção dos consumidores de serviços bancários.

O relatório governamental destacou também que a administração norte-americana atuou com rapidez para resgatar a indústria automóvel, para baixar os impostos das classes médias e para manter o número de professores no país, bem como a qualidade do sistema de saúde, ao mesmo tempo que alterou o sistema fiscal, que estava «demasiado inclinado a favor dos ricos», conforme noticiou a agência Europa Press.

O documento diz também que, cinco anos após ter estalado a crise, os Estados Unidos da América (EUA) conseguiram criar 7,5 milhões de novos empregos, devido às decisões "difíceis" que foram tomadas nos últimos três anos e meio.

«Graças à determinação e à resistência dos cidadãos norte-americanos, limpámos os escombros da crise financeira e começámos a lançar as novas bases para um crescimento económico mais forte e duradouro», sublinhou a Casa Branca.