Uma vez mais, o Fundo Monetário Internacional é confrontado com efeitos perversos das receitas que prescreveu. Desta vez, o relatório do Independent Evaluation Office (IEO) revela erros de diagnóstico, salientando que os programas português e grego "incorporaram projeções de crescimento demasiado otimistas".

A fiscalização do FMI anterior à crise identificou essencialmente os problemas certos, mas não anteviu a magnitude dos riscos que mais tarde se tornariam fundamentais", lê-se no relatório publicado esta quinta-feira e citado pela Agência LUSA.

No documento, o IEO - um organismo interno do Fundo Monetário Internacional, instituição liderada por Christine Lagarde - salienta que os técnicos "não viram o crescimento dos riscos do sistema bancário em alguns países" e "partilharam a perspetiva amplamente difundida de que a Europa é diferente".

Os grandes desequilíbrios das contas nacionais não eram grande motivo de preocupação e não podiam acontecer bloqueios repentinos na zona euro", terá sido a visão assumida pelos analistas, de acordo com o documento.