A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, sublinhou esta terça-feira que ainda há muito trabalho pela frente rumo a uma união orçamental na zona euro e que esta não está preparada «para um mar agitado».

«Pensamos na zona euro como um bonito navio que tem sido preparado para mares calmos, mas não completamente construído para águas turbulentas», afirmou Lagarde em Paris, onde participava num seminário sobre uma federação orçamental na zona euro, organizado conjuntamente pelo tesouro francês e o FMI.

Lagarde frisou que ainda «há muito trabalho por fazer, sobretudo em termos orçamentais» e definiu uma série de requisitos mínimos, começando por «uma melhor supervisão das políticas nacionais» e por «mecanismos mais fortes de partilha de riscos», como um fundo especial para tempos difíceis.

Para a responsável, uma integração orçamental terá três tipos de benefícios: uma melhor resposta aos choques, uma melhor governação e uma limitação do impacto num país que é afetado.

Lagarde citou ainda um estudo do FMI sobre 13 federações orçamentais que torna claro que a «união orçamental obriga à disciplina orçamental» e destacou que as uniões existentes não colocam necessariamente todas as dívidas em comum, podendo existir diferenças entre a dívida federal e a de cada um dos Estados-Membros.