A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou esta quinta-feira que a economia global está mais débil do que há seis meses e enfrenta perspetivas de um crescimento «medíocre» no futuro próximo.

Se os governos não fizerem mais, há «o risco de o mundo ter de enfrentar durante algum tempo um nível de crescimento medíocre», declarou Lagarde num discurso na Universidade de Georgetown em Washington.

«A economia mundial está mais débil do que tínhamos previsto há seis meses», afirmou, citada pela Lusa, apontando o fraco crescimento na zona euro ou o abrandamento em alguns países emergentes.

As declarações de Lagarde dão a entender que o FMI pode rever em baixa as suas previsões económicas na próxima semana.

Seis anos após o início da crise financeira, «os países ainda estão confrontados com o legado da crise, incluindo encargos elevados com a dívida e desemprego», sublinhou.

A dirigente apontou também o peso dos «riscos» geopolíticos na atividade mundial, citando a tensão na Ucrânia e no Médio Oriente e a propagação do vírus Ébola.

«A nossa principal tarefa é ajudar a economia mundial a ganhar maior velocidade e ultrapassar o que tem sido uma recuperação económica dececionante», afirmou.